Daniel Ortega Anuncia Reformas Legislativas para Impedir ‘Golpistas’ em Eleições, Criticando Financiamento Estrangeiro e Reafirmando Suporte a Cuba e Venezuela

No último domingo, o copresidente da Nicarágua, Daniel Ortega, fez um discurso significativo durante as celebrações do 47º aniversário da Revolução Popular Sandinista, realizado na Plaza La Fe, em Manágua. Com uma plateia de aproximadamente 50 mil pessoas, Ortega anunciou sua intenção de promover reformas legislativas junto à Assembleia Nacional com o objetivo de barrar a participação de indivíduos que ele classificou de “golpistas” ou “traidores” em processos eleitorais, especialmente aqueles que recebem financiamento estrangeiro.

O líder nicaraguense argumentou que esses indivíduos, conforme sua perspectiva, tentaram desestabilizar seu governo durante a crise social de 2018, com o apoio financeiro de países como os Estados Unidos. Durante seu discurso, ele enfatizou a necessidade de legislações que criem um “muro” contra essas pessoas, afirmando que, independentemente do dinheiro que recebem, elas não deveriam ter a capacidade de concorrer em futuras eleições.

Ortega reiterou a visão de que os eventos de 2018 configuraram uma tentativa orquestrada de golpe de Estado, onde ele alegou que jovens e adultos tinham sido treinados e armados para essa finalidade. Ele defendeu as ações das forças de segurança que, segundo ele, foram essenciais para restabelecer a ordem e garantir a paz no país.

Além das reformas legais propostas, o presidente aproveitou a oportunidade para exaltar os avanços sociais promovidos por seu governo, como a educação pública gratuita e a construção de infraestrutura essencial, e reiterou que a manutenção da paz é crucial para a continuidade dessas políticas.

Ele também chamou a população a não se deixar levar por provocações e a denunciar qualquer tentativa de incitação à violência, enfatizando que os responsáveis por tais atos devem ser responsabilizados. Em um momento de seu discurso, Ortega dirigiu-se à Igreja Católica, agradecendo ao papa Leão XIV por suas declarações, que segundo ele, mostraram um apoio à luta contra a opressão dos povos.

No contexto internacional, Ortega expressou um forte apoio aos países amigos, como Venezuela e Cuba, denunciando intervenções externas e reforçando a solidariedade de seu governo com ambos. Ele finalizou sua fala enviando saudações ao povo cubano, em especial a figuras como Raúl Castro e Miguel Díaz-Canel, e ao povo venezuelano, reafirmando o compromisso de seu governo em apoiar na luta contra o imperialismo e as injustiças sociais.

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