O líder nicaraguense argumentou que esses indivíduos, conforme sua perspectiva, tentaram desestabilizar seu governo durante a crise social de 2018, com o apoio financeiro de países como os Estados Unidos. Durante seu discurso, ele enfatizou a necessidade de legislações que criem um “muro” contra essas pessoas, afirmando que, independentemente do dinheiro que recebem, elas não deveriam ter a capacidade de concorrer em futuras eleições.
Ortega reiterou a visão de que os eventos de 2018 configuraram uma tentativa orquestrada de golpe de Estado, onde ele alegou que jovens e adultos tinham sido treinados e armados para essa finalidade. Ele defendeu as ações das forças de segurança que, segundo ele, foram essenciais para restabelecer a ordem e garantir a paz no país.
Além das reformas legais propostas, o presidente aproveitou a oportunidade para exaltar os avanços sociais promovidos por seu governo, como a educação pública gratuita e a construção de infraestrutura essencial, e reiterou que a manutenção da paz é crucial para a continuidade dessas políticas.
Ele também chamou a população a não se deixar levar por provocações e a denunciar qualquer tentativa de incitação à violência, enfatizando que os responsáveis por tais atos devem ser responsabilizados. Em um momento de seu discurso, Ortega dirigiu-se à Igreja Católica, agradecendo ao papa Leão XIV por suas declarações, que segundo ele, mostraram um apoio à luta contra a opressão dos povos.
No contexto internacional, Ortega expressou um forte apoio aos países amigos, como Venezuela e Cuba, denunciando intervenções externas e reforçando a solidariedade de seu governo com ambos. Ele finalizou sua fala enviando saudações ao povo cubano, em especial a figuras como Raúl Castro e Miguel Díaz-Canel, e ao povo venezuelano, reafirmando o compromisso de seu governo em apoiar na luta contra o imperialismo e as injustiças sociais.





