As alegações contra Bove são graves e incluem não apenas a violência física, mas também o descumprimento de ordens judiciais que estabeleciam medidas protetivas em favor de Chagas. O Tribunal de Justiça de São Paulo agendou o início do julgamento para o dia 6 de outubro de 2026, um momento crucial que coincidirá com a corrida eleitoral na qual Bove almeja se reeleger.
Dado Dolabella, conhecido por seus próprios problemas judiciais relacionados a agressões, deixou um comentário polêmico nas redes sociais na noite de sábado, manifestando sua posição em relação ao deputado. Em uma publicação que noticiava o início do julgamento de Bove, Dolabella questionou quando “as falsas acusadoras vão pagar pelos seus crimes?” e defendeu que a pena deveria refletir o impacto na reputação da verdadeira vítima. Essa declaração gerou controvérsia, especialmente considerando o passado violento de Dolabella, que já foi condenado pela Lei Maria da Penha em 2014, após agressões à atriz Luana Piovani.
Além de apoiar Bove, Dolabella também aproveitou a ocasião para criticar Piovani por seus comentários em um podcast, onde expressou preocupação sobre a candidatura do artista a cargos políticos. O apoio de Dolabella a Bove pode ser visto como uma tentativa de criar um laço de solidariedade entre aqueles que carregam passados sombrios, enquanto suas próprias lutas e as consequências de suas ações continuam a ser debatidas.
A defesa de Lucas Bove nega as acusações, declarando que o deputado agiu de maneira ética e que nunca cometeu qualquer ato ilícito. No entanto, a gravidade das acusações e o histórico de violência presente nos debates levantam questões sérias sobre a adequação do apoio de figuras públicas como Dolabella a políticos em situações tão complicadas. O desdobramento do julgamento de Bove poderá impactar não apenas sua carreira política, mas também a percepção pública sobre casos de violência contra a mulher na sociedade brasileira.






