Os custos desta operação foram calculados levando em consideração uma série de despesas, incluindo a manutenção das tropas, mobilização de navios e outros gastos operacionais. Um relatório do Pentágono apresentado ao Congresso estimou que os primeiros seis dias da ofensiva custaram cerca de US$ 11,3 bilhões (R$ 59,1 bilhões). Após esse período inicial, os gastos diários aproximam-se de US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões), refletindo a continuidade da mobilização de recursos.
Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, comentou que ocorreram conversas “positivas” entre Washington e Teerã, sugerindo que o Pentágono poderia reconsiderar ataques planejados contra as infraestruturas energéticas iranianas. Em contrapartida, o Ministério das Relações Exteriores do Irã desmentiu a veracidade dessas conversas, afirmando que o diálogo é impossível em meio a bombardeios.
Daniel Davis, ex-oficial do Exército dos EUA, analisou a situação e concluiu que a estratégia militar dos EUA não conseguiu atingir seus objetivos primários. Embora os Estados Unidos tenham infligido perdas ao Irã, incluindo a destruição de várias alvos e a morte de combatentes, não lograram os resultados desejados, que incluíam a derrubada do governo iraniano, a eliminação de mísseis balísticos de longo alcance e o desmantelamento de instalações de reprocessamento de combustível nuclear.
Davis ressaltou que as hostilidades apenas beneficiaram os adversários dos EUA, aumentando sua renda no setor de petróleo, enquanto Washington enfrentou crescentes dificuldades financeiras e militares. Diante desse cenário, o analista expressou dúvidas sobre a possibilidade de qualquer sucesso real na operação, sinalizando um impasse face aos objetivos estabelecidos pela liderança americana.
Essa dinâmica coloca uma pressão adicional sobre a administração de Trump, em um contexto geopolítico já complicado, onde as consequências das ações militares podem ressoar muito além das fronteiras do Oriente Médio.






