Curso Técnico em Agroindústria do Ifal em Satuba Inicia com Apoio do Pronera e Promete Transformar Comunidades Rurais do Brasil

Na tarde da última sexta-feira, 27 de janeiro, o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), localizado em Satuba, na região metropolitana de Maceió, deu início ao seu curso técnico subsequente em agroindústria. Esta iniciativa, fruto de uma colaboração com o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), destaca-se por ser a primeira do tipo a ser oferecida em todo o país.

A cerimônia de abertura contou com a presença de autoridades como Carlos Guedes de Lacerda, reitor do Ifal, Uilliane Faustino de Lima, diretora-geral do campus Satuba, e Peterson Barbosa, coordenador-geral do curso, além de representantes do Incra e de movimentos sociais. Entre os presentes estavam Júnior Rodrigues, superintendente do Incra, e Fabrício Dias, chefe substituto da Divisão de Educação no Campo do Incra. O evento foi enriquecido por apresentações culturais, incluindo teatro e música, realizadas por artistas locais e membros de movimentos sociais, criando um ambiente de celebração junto aos 40 estudantes matriculados e demais professores do campus.

O curso, com carga horária total de 1.308 horas e duração de 18 meses, adota a pedagogia da alternância, que integra o tempo em escola e em comunidade. Os alunos participarão de atividades práticas em assentamentos e áreas de agricultura familiar em Alagoas. O foco está voltado para beneficiários da reforma agrária, quilombolas, indígenas e aqueles que residem em acampamentos. O currículo engloba o ensino da cadeia agroindustrial, incluindo o processamento de laticínios, carnes e grãos, além de técnicas comerciais que serão essenciais para a prática.

Gildázio Souza Rodrigues, um dos alunos e líder do acampamento Papa Francisco em Junqueiro, expressou sua expectativa em aplicar os conhecimentos adquiridos em sua comunidade. Para ele, o objetivo é aprender a manipular produtos da terra com abordagem técnica, além de garantir que os benefícios do curso também alcancem outros membros de sua localidade.

O superintendente Júnior Rodrigues salientou a importância do Pronera como uma política pública educacional, enfatizando que o curso é mais do que uma atividad educacional: é uma forma de dignificar o homem do campo. Rodrigues, que já foi aluno da mesma instituição, reforçou o compromisso do Incra em priorizar essas iniciativas, fundamentais para o desenvolvimento da reforma agrária, que visa o beneficiamento industrial e a valorização dos produtos rurais. Com uma abordagem que dialoga entre saberes tradicionais e acadêmicos, essa nova proposta educativa promete impactar significativamente as comunidades envolvidas.

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