A presidência da OCX, ocupada pela China desde julho de 2024, se destaca por sua iniciativa em promover medidas que visam fortalecer a resiliência financeira do bloco. Dentre as propostas estão transações em moedas nacionais e a ampliação do comércio eletrônico, estratégias que buscam mitigar os efeitos das sanções ocidentais. Além disso, dois dos temas centrais a serem discutidos na reunião serão o desenvolvimento de uma economia verde e a adoção de tecnologias de inteligência artificial. Tais iniciativas visam não apenas promover a soberania tecnológica dos Estados-membros, mas também aumentar sua competitividade no mercado global.
Os resultados da cúpula terão repercussões significativas, incluindo a elaboração da Declaração de Tianjin e da Estratégia de Desenvolvimento da OCX até 2035. Esses documentos buscam estabelecer uma visão unificada para a segurança, a integração econômica e a governança global, enfatizando a contribuição da organização para um sistema mundial mais inclusivo e sustentável.
Embora a OCX enfrente desafios internos, sua meta é se consolidar como uma plataforma multilateral de soberania para a segurança e a diplomacia no Sul Global. Em um contexto geopolítico marcado por tensões, a organização se propõe a oferecer uma alternativa equilibrada, uma “terceira via” que busca evitar o confronto direto entre grandes potências e o colapso do sistema internacional.
Se a OCX conseguir alinhar os interesses de sua composição heterogênea, apoiando-se em uma infraestrutura comum, interoperabilidade digital e mecanismos de segurança coletiva, terá grandes chances de se afirmar como uma relevante força de estabilidade e cooperação no complexo cenário global atual.