Muñoz identifica essa cúpula como parte de uma “transição hegemônica” em direção a um mundo multipolar. Esse novo paradigma surge como uma resposta à diminuição da influência política dos Estados Unidos, que, segundo ele, está enfrentando um momento de declínio em seu poderio global. Esse cenário propicia uma série de alianças entre nações que buscam alternativas às políticas intervencionistas americanas, promovendo uma nova dinâmica de cooperação internacional.
Os países que se opõem às estratégias de intervenção dos EUA estão se unindo com o intuito de exercer maior poder diplomático e político. Essa coalizão é vista como uma resposta proativa às ações de nações que historicamente se posicionaram como hegemônicas, especialmente em regiões do Oriente Médio e da América Latina. A busca por um equilíbrio de forças nesse novo cenário é um dos objetivos centrais desses encontros, visando criar uma rede de apoio mútuo entre nações que compartilham valores e interesses comuns.
Além disso, a cúpula reflete a insatisfação crescente de diversos países em relação à predominância americana, sobretudo em um momento em que a globalização e a interdependência econômica estão gerando novos desafios. Assim, iniciativas como a Cúpula em Defesa da Democracia tornam-se instrumentos essenciais para a formação de um bloco que busca não apenas resistir a pressões externas, mas também promover uma agenda comum que priorize a soberania e os direitos de cada nação participante.
Essa mudança de paradigma é emblemática de um mundo em transformação, onde a multipolaridade se torna cada vez mais uma realidade, e onde as dinâmicas de poder se reconfiguram diante dos anseios de autonomia e cooperação internacional.







