Em meio a números impressionantes, é essencial destacar que esse crescimento não se resume a um aumento na quantidade de clientes ou no volume de integrações. Ao contrário, ele evidencia a eficácia de um modelo que prioriza a qualidade sobre a quantidade. O diferencial reside na flexibilidade da infraestrutura de Open Finance, que não precisa seguir um único caminho para as empresas. Em vez de se comprometerem imediatamente com uma plataforma de fornecimento ou de buscarem anos de investimento regulatório para a licença própria, as empresas podem iniciar suas operações por meio de agentes autorizados, utilizando a estrutura oficial do Banco Central.
Isso cria uma trajetória escalonável, onde, inicialmente, as empresas podem operar sob uma infraestrutura compartilhada e, gradualmente, optar por desenvolver sua própria estrutura. Esse tipo de modelo tem como propósito permitir que cada empresa faça escolhas informadas, baseadas em dados e experiências reais, ao invés de decisões imposta por fornecedores. Essa abordagem garante que a evolução das operações aconteça de forma compartilhada, com suporte contínuo ao longo do tempo.
No entanto, esse modelo apresenta limitações deliberadas: a Cumbuca opta por atender um número reduzido de empresas, garantindo uma profundidade de relacionamento que assegura três fatores cruciais: diligência na parceria, qualidade dos serviços e um acompanhamento próximo da jornada de cada cliente. Este enfoque respeita a necessidade repetida de um atendimento que não se resuma a um mero suporte técnico, mas sim a uma colaboração contínua e estratégica.
Esse aspecto se conecta diretamente ao debate regulatório em andamento, que examina as responsabilidades dos agentes autorizados em relação às empresas que utilizam seus serviços. Assim, a escolha de atender um número restrito de clientes não é apenas uma decisão comercial, mas também um compromisso com a responsabilidade regulatória e o cuidado nas relações de parceria.
Um critério para determinar a saúde de um modelo de infraestrutura é observar as razões pelas quais os clientes optam por sair. A transição de uma empresa para uma licença própria, motivada pela insatisfação com a infraestrutura existente, é um sinal de problemas. Em contrapartida, quando essa mudança acontece em virtude da maturidade operacional e da necessidade de internalização, considera-se uma vitória mútua.
A Cumbuca se propõe a ser uma plataforma que fomenta esse tipo de crescimento saudável. Ao permitir que empresas aumentem sua eficiência ao longo do tempo, o modelo oferece um caminho claro para que possam considerar a internalização de seus serviços quando chegarem a esse patamar. Essa experiência prática de crescimento, acompanhada de perto, não só reforça a profundidade, como também contrasta com a ideia de que crescimento e qualidade não são oposição. Portanto, neste ecossistema dinâmico, a combinação de profundidade e escala emerge como a chave para um crescimento sustentável e responsável no âmbito do Open Finance.




