SAÚDE – Cuidados Essenciais na Compra e Conservação do Pescado Durante a Semana Santa

O consumo de peixe e frutos do mar se torna uma tradição apreciada por inúmeras famílias durante a Semana Santa. Contudo, esse hábito demanda cuidados especiais, uma vez que se trata de alimentos altamente perecíveis, que podem apresentar riscos à saúde quando não são devidamente manipulados e armazenados. Para ajudar a população a evitar problemas, especialistas em nutrição oferecem orientações cruciais sobre a compra, conservação e preparo dos pescados.

A escolha do local de venda é um passo fundamental na aquisição de pescados. A qualidade e a procedência do produto devem ser rigorosamente avaliadas, principalmente no caso de mariscos, que apresentam um risco maior de contaminação. Estabelecimentos que mantenham ambientes limpos e organizados, com sistemas de refrigeração adequados, são essenciais. O consumidor deve verificar se o pescado está sendo armazenado em gelo limpo, além de observar se há odores desagradáveis. É imprescindível checar também a validade e a procedência dos produtos.

Características visíveis ajudam a identificar a frescura do pescado. No caso dos peixes, olhos brilhantes e transparentes, guelras avermelhadas, carne firme e escamas bem aderidas são indicadores de qualidade. Para camarões e mariscos, uma coloração uniforme e textura firme, além da ausência de cheiros fortes, são sinais que demonstram boas condições de conservação.

Os perigos de consumir pescado mal armazenado são reais e podem levar a intoxicações alimentares graves, cujos sintomas incluem náuseas, vômitos e diarreia. Este tipo de contaminação pode ser causado por bactérias como Salmonella e Vibrio, além de intoxicações relacionadas à histamina, frequentemente decorrentes de uma má conservação.

Para aqueles que planejam comprar pescado com antecedência, o armazenamento imediato após a compra é essencial. O ideal é refrigerar ou congelar o alimento rapidamente. Durante o transporte, o uso de bolsas térmicas é recomendado, especialmente em dias quentes, para manter a temperatura adequada até chegar em casa.

Em termos de armazenamento na residência, o pescado deve ser colocado em um recipiente fechado na parte mais fria da geladeira e consumido dentro de 48 horas. No congelador, a temperatura deve ser mantida em cerca de -18°C, utilizando embalagens bem vedadas. A duração máxima de congelamento para diferentes tipos de pescados varia; enquanto peixes podem ser congelados por até três meses, camarões e mariscos devem ser consumidos em um prazo de dois a três meses para preservar sabor, textura e valor nutricional.

O descongelamento também requer atenção. A orientação é que seja feito preferencialmente na geladeira, evitando o descongelamento em temperatura ambiente, que permite a proliferação de microrganismos nocivos. O uso de micro-ondas pode ser considerado, porém somente quando o preparo for imediato.

Finalmente, para prevenir problemas de saúde, medidas básicas de higiene são imprescindíveis. Lavar bem as mãos e utensílios, cozinhar corretamente os alimentos e mantê-los sob refrigeração são práticas recomendadas. Para garantir a segurança alimentar, é sempre preferível consumir o pescado mais fresco possível, evitando erros comuns, como recongelar pescado cru após o descongelamento e deixar alimentos fora da geladeira por longos períodos. Alimentos que apresentem alterações em cheiro ou aparência devem ser imediatamente descartados. Assim, é possível desfrutar das delícias da Semana Santa de forma segura e saudável.

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