Nas últimas 40 horas, muitas áreas de Havana enfrentaram cortes de energia, o que também teve um impacto significativo no abastecimento de água, uma vez que a ausência de eletricidade impede o funcionamento adequado dos sistemas de bombeamento. Essas falhas geram consequências graves não apenas para as atividades cotidianas dos cidadãos cubanos, mas também para a economia local, que já enfrenta uma série de desafios.
O Ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, utilizou as redes sociais para atribuir a responsabilidade pela crise energética ao bloqueio das importações de petróleo e ao embargo imposto pelos Estados Unidos. Segundo Rodríguez, essas medidas resultam em uma “punição coletiva” ao povo cubano, sendo parte de uma estratégia para desacreditar e “destruir a Revolução Cubana”.
Em julho deste ano, o país já enfrentava um colapso significativo em sua rede elétrica, que foi o quarto ocorrido em 2023, demonstrando a gravidade da situação. Esse cenário de crise energética é agravado por sanções internacionais que visam restringir a compra de combustível por Cuba, complicando ainda mais a capacidade de geração de energia da ilha.
A soma desses fatores contrasta com a esperança de que o sistema elétrico se estabilize, enquanto o povo cubano lida com a realidade de uma infraestrutura elétrica vulnerável e os efeitos colaterais dessas políticas externas. A população, portanto, continua a torcer por soluções que possam trazer alívio a essa crescente crise de energia.





