Durante uma entrevista, Fernández de Cossio destacou a natureza da acusação, dizendo que se trata de uma prática recorrente dos EUA, a qual utiliza alegações como esta para justificar intervenções militares em nações soberanas. Ele enfatizou que o governo cubano sempre agiu em defesa de sua soberania, especialmente em relação a incidentes passados, como o ocorrido em 1996, quando caças cubanos destruíram aeronaves da organização Brothers to the Rescue, resultando na morte de quatro de seus tripulantes. O governo cubano argumentou que as aeronaves violaram seu espaço aéreo, embora uma investigação da Organização da Aviação Civil Internacional tenha concluído que o ataque ocorreu em território neutro.
As acusações atuais, confirmadas pelo procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, incluem supostas conspirações para assassinar cidadãos norte-americanos, além de destruição de aeronaves e homicídio. Esta é a primeira vez em quase setenta anos que uma ação legal é movida contra a liderança cubana desse tipo, intensificando as tensões já existentes entre os dois países.
Além disso, no início do ano, o presidente Donald Trump havia assinado uma ordem executiva que impõe tarifas sobre produtos petrolíferos destinados a Cuba, declarando um estado de emergência nacional devido ao que classificou como uma ameaça à segurança dos EUA. Isso contribuiu para uma crise de combustíveis na ilha, que teve um alívio temporário graças ao envio de ajuda humanitária em forma de petróleo pela Rússia.
A escalada nas acusações e as medidas econômicas refletem um panorama mais amplo de tensões na região, sugerindo que as disputas históricas entre Cuba e os EUA ainda estão longe de ser resolvidas pacificamente. Assim, o governo cubano continua a reiterar sua disposição para defender sua soberania e a segurança do seu povo diante de qualquer ato de agressão.





