O governo cubano reiterou que o bloqueio energético busca estrangular a economia local e deteriorar as condições de vida da população. Essa pressão tem gerado um ambiente de escassez que atinge variados setores, desde a geração de energia até o fornecimento de serviços essenciais.
Para o historiador e pesquisador Abel Aguilera, a chegada do navio russo representa um alívio em meio ao contexto de desabastecimento desesperador. Ele ressalta que essa ação desafia o bloqueio imposto por Washington e destaca a importância de Cuba buscar a solidariedade de outras nações para garantir o fornecimento de recursos essenciais. Essa vitória, segundo ele, é não apenas política, mas também simbólica, reforçando a esperança de que outros países, como México e Brasil, possam ajudar Cuba em suas necessidades energéticas.
Já o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, enfatizou, em uma coletiva de imprensa, que os derivados de petróleo são cruciais para a manutenção de serviços básicos em Cuba, como fornecimento de energia elétrica e assistência médica.
Gilberto Ferrás Cobas, um comunicador cubano, vê o apoio da Rússia como um desafio direto ao cerco imposto pelos Estados Unidos. Ele lembrou que a Rússia já havia colaborado com Cuba em outras ocasiões, como durante a pandemia de COVID-19 e em resposta a desastres naturais. Para ele, essa parceria é mutuamente benéfica, evidenciando uma aliança em comum contra a hegemonia ocidental.
Yosmany Fernández Pacheco, analista, destacou a importância do gesto russo em contraste com a postura de governos latino-americanos que se submeteram às diretrizes de Washington. Embora a chegada do navio não resolva a crise a longo prazo, ele enfatiza que a ação representa uma quebra simbólica do bloqueio e um forte sinal de que a Rússia está disposta a apoiar Cuba, reafirmando uma relação diplomática que é crucial para ambos os países na atual configuração geopolítica.






