O chanceler cubano abordou especificamente a questão do bloqueio energético, que se tornou mais restritivo após a ordem executiva assinada pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump. Rodríguez caracterizou essa política econômica como danosa e injustificável, ressaltando o impacto negativo que tem sobre a população cubana. Ele também enfatizou que Cuba está enfrentando essa adversidade de maneira corajosa e resiliente, com o apoio de aliados estratégicos, como a Rússia.
A resposta de Matvienko foi igualmente significativa, manifestando a solidariedade da Rússia com Cuba. Ela destacou a parceria histórica entre os dois países, reafirmando o papel da Rússia como um aliado fundamental para a ilha caribenha. O fortalecimento dessa relação é visto como essencial para enfrentar as pressões externas e garantir um futuro mais estável para Cuba.
A visita de Rodríguez a Moscou ocorreu em um contexto de crescentes dificuldades econômicas para Cuba, exacerbadas pela política de embargo dos EUA. No último mês, Washington anunciou tarifas sobre as importações de petróleo destinadas a Cuba, uma medida considerada pela liderança cubana como uma agressão. O presidente Miguel Díaz-Canel também se manifestou publicamente contra essa política, descrevendo-a como criminosa e desproporcional em relação a um país que, segundo ele, busca apenas exercer seu direito à autodeterminação.
Nesse cenário, as relações diplomáticas entre Cuba e Rússia se fortalecem, refletindo uma estratégia comum de resistência e solidariedade em tempos de crise. A visita de Rodríguez e as discussões com líderes russos representam uma etapa importante na busca de Cuba por apoio e reconhecimento no cenário internacional, além de uma reafirmação de sua soberania frente a pressões externas.
