Cuba Enfrenta Segundo Colapso Elétrico em Menos de Uma Semana; Crise Energética Aprofunda-se com Falta de Combustível e Apagões Prolongados.

Nos últimos dias, Cuba enfrentou uma grave crise em sua rede elétrica, que culminou no segundo colapso total do sistema em menos de uma semana. A União Elétrica de Cuba (UNE) confirmou que, após um período breve de restabelecimento, a rede saiu novamente de operação, afetando significativamente a vida dos cubanos.

O novo apagão se seguiu a um colapso anterior e, segundo relatos, durou mais de 20 horas, ampliando a instabilidade que a população já vinha enfrentando. A situação se tornou crítica, especialmente para os serviços essenciais, como o abastecimento de água, que não chega a várias áreas da capital, Havana, há mais de uma semana.

A União Elétrica indicou que a escassez de combustível é um dos principais fatores que contribui para essa deterioração do sistema elétrico. As usinas termelétricas, muitas delas defasadas e operando com petróleo bruto, não conseguem atender à demanda crescente. O governo cubano admitiu que a falta de recursos tem agravado ainda mais a situação.

Os apagões frequentes são reflexo de uma infraestrutura energética fragilizada e das restrições econômicas impostas, especialmente pelo bloqueio dos Estados Unidos, que limitam severamente o fornecimento de petróleo para a ilha. Desde o aumento das tensões políticas na Venezuela, com a operação militar dos EUA e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, as sanções contra Cuba se tornaram mais rigorosas. A administração do ex-presidente Donald Trump, em particular, dificultou ainda mais a importação de recursos energéticos, ao proibir qualquer transporte de combustível venezuelano para Cuba.

Diante desse contexto, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, criticou abertamente a estratégia dos EUA, que, segundo ele, busca “asfixiar” a economia cubana por meio de um cerco energético. Recentemente, a Assembleia Nacional cubana aprovou 176 medidas para tentar reanimar a economia, na esperança de mitigar os efeitos da crise energética que já afeta não apenas o fornecimento de eletricidade, mas também serviços básicos, como saúde e alimentação.

À medida que a população cubana enfrenta essas dificuldades, a espera por soluções efetivas torna-se cada vez mais angustiante, refletindo o impacto profundo das tensões políticas e econômicas na vida cotidiana da ilha.

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