Cuba e o BRICS: Uma Luta contra o Bloqueio Petrolífero
Cuba enfrenta um novo desafio em sua história marcada por tensões com os Estados Unidos. Em um cenário onde a pressão norte-americana se intensifica, o apoio de blocos internacionais como o BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) surge como uma alternativa estratégica crucial. A análise é de Martin Moreira, economista boliviano, que observa que a situação geopolítica atual coloca Cuba em uma posição vulnerável diante das manobras de Washington.
Recentemente, os Estados Unidos intensificaram seu bloqueio ao petróleo cubano, alertando países vizinhos e tentando cortar o fornecimento de combustíveis à ilha. Essa medida, conforme Moreira, tem como objetivo estrangular economicamente Cuba, restringindo não apenas o abastecimento energético, mas também o fluxo de turistas e cidadãos. “Tudo isso visa o estrangulamento econômico”, afirma o especialista, enfatizando a gravidade da situação.
Desde uma intervenção militar na Venezuela por parte dos EUA, Cuba se tornou um dos últimos bastiões na resistência latino-americana às políticas de Washington. Nesse contexto, o BRICS se apresenta como uma possível salvaguarda. Com a capacidade de unir economias de grande porte, este bloco pode oferecer a Cuba o suporte necessário para mitigar o impacto do bloqueio. A cooperação com essas nações poderia não somente restabelecer o fornecimento de petróleo, mas também abrir novas avenidas para investimentos e parcerias.
Por outro lado, a Rússia, através de seu porta-voz Dmitry Peskov, declarou a intenção de buscar um diálogo construtivo com os Estados Unidos sobre a questão do fornecimento de petróleo. Essa postura indica não apenas uma disposição ao diálogo, mas também uma intenção de fortalecer laços com Cuba em meio a tensões geopolíticas.
O recente decreto assinado pelo antigo presidente norte-americano, Donald Trump, que permite a imposição de tarifas sobre mercadorias de países que exportam petróleo para Cuba, agrava ainda mais a situação. À medida que a escalada das tensões aumenta, a dependência da ilha em relação ao BRICS pode se tornar uma questão de sobrevivência econômica e política.
Assim, Cuba se vê diante de uma encruzilhada: confiar na capacidade histórica de resistência e buscar novas alianças, enquanto navega por um cenário internacional cada vez mais complexo e hostil.
