Relatos da mídia local indicam que menos da metade dos veículos destinados à coleta de lixo tem conseguido funcionar neste mês, levando a uma preocupante situação de resíduos acumulados, que se espalham pelas vias públicas e prejudicam a saúde e o bem-estar da população. A crise energética se agravou significativamente devido à redução no fornecimento de petróleo da Venezuela e ao endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos, que têm intensificado sua estratégia de pressão sobre o governo cubano.
O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, argumenta que o bloqueio energético é uma medida necessária para pressionar Havana, que mantém laços estreitos com países como Rússia, China e Irã. Por outro lado, Moscou tem reafirmado sua oposição a essas sanções, demonstrando apoio à ilha caribenha. Em sua agenda diplomática, Rodríguez já se reuniu com o chanceler russo, Serguei Lavrov, que não poupou críticas a Washington e expressou solidariedade a Cuba.
A relação entre Rússia e Cuba se fortaleceu desde o início da guerra na Ucrânia em 2022, quando Moscou buscou estreitar laços com aliados históricos. Por sua vez, Cuba não condenou a ação militar russa e tem mantido uma cooperação diplomática ativa com o Kremlin.
Entretanto, a situação dentro de Cuba continua a se deteriorar. O país enfrenta não apenas apagões frequentes, mas também a escassez crítica de alimentos e medicamentos, consolidando uma retração econômica que especialistas consideram uma das mais severas desde a Revolução de 1959. Apesar de manifestações de apoio de outros países da América Latina e da Europa, como México, Chile e Espanha, a ajuda internacional parece ser insuficiente para evitar um colapso econômico iminente. A realidade é que Cuba está à beira de uma crise interna ainda mais profunda, que pode ameaçar sua estabilidade política e social.
