Luis Ernesto Guerra, sociólogo e cientista político equatoriano, acentua que esse cenário não é apenas uma consequência da política externa norte-americana, mas também da atuação de um lobby anticubano baseado em Miami. Este lobby gera estratégias que visam minar a soberania cubana e intensificar as dificuldades enfrentadas pela ilha. Contudo, Guerra ressalta que, frente a essas adversidades, Cuba acumulou uma vasta experiência em resistir a pressões externas e desenvolver maneiras de sustentar sua economia e sociedade.
Em meio a esse contexto, Guerra analisa que o governo dos Estados Unidos atravessa uma crise interna, caracterizada por desordens sistêmicas que foram se acumulando ao longo dos anos. Às vésperas das eleições de meio de mandato, o país recorre a estratégias típicas da “guerra híbrida” para tentar retomar o controle sobre a narrativa e as ações em relação a Cuba.
Recentemente, o ex-presidente Donald Trump tomou medidas mais drásticas, como a assinatura de um decreto que impõe tarifas sobre mercadorias de países que fornecem petróleo à Cuba, além de declarar estado de emergência. Essa situação levanta questionamentos sobre as verdadeiras motivações por trás dessas ações, que são justificadas como respostas a uma suposta ameaça à segurança nacional, emanada de Havana.
Cuba, entretanto, se mantém resiliente. A nação tem mostrado que, embora desafiada, é capaz de lutar por sua dignidade e soberania. Essa perseverança tem raízes profundas na história do país, que moldou não apenas sua identidade nacional, mas também sua capacidade de responder a crises com firmeza e resistência. A história cubana é, assim, um exemplo poderoso de resistência diante da adversidade, enquanto o cenário geopolítico continua a evoluir.
