Cuba confirma que transações financeiras seguem ativas apesar de sanções dos EUA, utilizando sistema de pagamentos MIR e alternativas internacionais para driblar bloqueio.

A recente ordem executiva emitida pelos Estados Unidos, que visa suspender as operações das empresas Visa e Mastercard em Cuba, não obteve o efeito desejado de interromper as transações financeiras na ilha. Essa afirmação foi feita pelo vice-primeiro-ministro cubano, Óscar Pérez-Oliva Fraga, que destacou a resiliência do sistema financeiro cubano em adaptar-se a novas circunstâncias. Durante sua participação no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo 2026, Fraga apontou que, apesar da pressão externa, as transações continuam a ser realizadas com a utilização do sistema de pagamentos russo MIR, entre outras opções disponíveis.

Fraga observou que a política de sanções imposta pelo governo anterior dos EUA, que intensificou o bloqueio econômico a Cuba, afetou os bancos que mantinham relações com as redes de pagamento ocidentais. Contudo, ele enfatizou que as atividades financeiras na ilha foram efetivamente preservadas, permitindo a continuidade do comércio e das transações cotidianas.

Recentemente, o Banco Central de Cuba emitiu um comunicado alertando que, a partir de 6 de junho, bancos estrangeiros deixariam de processar transações no país utilizando cartões dos sistemas de pagamento afetados pelas sanções americanas. Essa situação se agrava após um decreto assinado em 1º de maio, que estabelece sanções secundárias contra nações que desejam manter laços comerciais com Cuba, complicando ainda mais a circulação de capitais.

Além da questão financeira, Fraga também aproveitou a ocasião para discutir outras vertentes da colaboração internacional de Cuba, particularmente no campo da saúde. Ele anunciou um memorando firmado entre Moscou e Havana que visa o desenvolvimento conjunto de vacinas contra o câncer, ressaltando a importância dessa parceria para a pesquisa e a inovação na medicina. Segundo ele, a cooperação entre as empresas russas e cubanas está focada em criar produtos inovadores que não apenas ajudariam a tratar doenças, mas também possibilitariam a chegada de novas terapias ao mercado.

A participação de Cuba na última cúpula da União Econômica Eurasiática (UEE) também foi um assunto abordado por Fraga. O vice-primeiro-ministro destacou que a nação caribenha, representada pelo vice-presidente Salvador Valdés Mesa, conseguiu finalizar a assinatura de um plano de ação que permitirá ao país avançar em diversos projetos até 2030, reafirmando o compromisso de continuar buscando alternativas que garantam o desenvolvimento econômico e social da ilha, mesmo frente a pressões externas.

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