A chancelaria cubana enfatizou que, em caso de ataque, “Cuba exercerá seu direito à autodefesa”. O vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío, expressou preocupação com o aumento das tentativas de justificar uma eventual agressão militar. Esta inquietação marca um dos momentos mais críticos enfrentados pela ilha em sua história recente.
Durante um evento de solidariedade à Cuba realizado em Nova Deli, o ministro Bruno Rodríguez apontou que a situação do país é alarmante. Ele rejeitou qualquer ideia de que essa posição cubana seja resultado de uma paranoia ou erro de análise. “Declarações repetidas de autoridades americanas e as ações do governo dos Estados Unidos apenas reforçam a gravidade da situação que enfrentamos”, afirmou Rodríguez, evidenciando a insegurança que permeia o país.
Além disso, o ministro deixou claro que Cuba não representa uma ameaça para a segurança dos Estados Unidos, classificando as alegações nesse sentido como “uma mentira deliberada”. Ele afirmou com veemência que é o próprio país caribenho que se sente ameaçado e atacado, não o contrário.
De acordo com reportagens da imprensa, há indicações de que membros da alta cúpula do governo dos EUA não descartam a possibilidade de ações semelhantes às implementadas recentemente na Venezuela. Nessa ação, o governo buscou desestabilizar o regime de Nicolás Maduro, levantando preocupações sobre a possibilidade de que o ex-líder cubano Raúl Castro possa ser o próximo alvo.
O cenário atual exige cautela e vigilância, não apenas de Cuba, mas de toda a comunidade internacional que acompanha de perto as tensões entre os países.
