Cuba Acusa EUA de Intensificar Pressão Econômica para Provocar Mudança de Governo em Meio a Crise Energética na Ilha

O governo cubano lançou recentes acusações contra os Estados Unidos, alegando que a administração americana está intensificando a pressão econômica sobre a ilha, com o intuito de gerar descontentamento entre a população e promover uma mudança na ordem constitucional vigente. Essa movimentação ocorre em um cenário em que as restrições ao setor energético cubano se tornam cada vez mais severas.

O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, destacou que a estratégia de “máxima pressão e asfixia econômica”, aplicada por Washington, representa uma continuidade das medidas implementadas durante o primeiro mandato do ex-presidente Donald Trump. De acordo com Rodríguez, essas políticas impactam diretamente as receitas externas de Cuba e, consequentemente, a capacidade do governo cubano de assegurar bens e serviços essenciais à sua população. Ele enfatizou que as autoridades americanas miram, de forma precisa e sem misericórdia, nas principais fontes de ingresso de divisas da nação caribenha, o que resultaria em uma série de frustrações e, potencialmente, em uma explosão social.

O ministro cubano elencou várias ações adotadas pelos Estados Unidos, citando 24 multas que, na visão do governo cubano, acumulam um total de mais de 4,4 bilhões de dólares. Além disso, mencionou a reinclusão de Cuba na lista de países que supostamente patrocinam o terrorismo e a inclusão do Banco Financiero Internacional na lista de entidades cubanas sujeitas a sanções.

A pressão americana, especialmente sobre o setor energético, aumentou nos últimos meses, culminando em um pacote de sanções que, segundo autoridades cubanas, dificulta ainda mais o já problemático abastecimento de combustível nas ilhas.

Especialistas em direitos humanos da Organização das Nações Unidas também manifestaram preocupação em relação a essas medidas, apontando que elas podem exacerbar a situação da população cubana. De acordo com esses especialistas, as restrições afetam de maneira abrangente setores cruciais como energia, transportes e serviços básicos, causando impactos profundos em grupos vulneráveis, como mulheres, crianças e idosos. As agências da ONU em Cuba já haviam montado um alerta sobre os crescentes riscos de insegurança alimentar e escassez de medicamentos, reiterando que alimentos não devem ser utilizados como instrumentos de pressão política e pedindo o fim das sanções unilaterais.

Em um embate que se estende por anos, Havana argumenta que as ações americanas visam estrangular sua economia e provocar uma mudança de governo, enquanto Washington mantém sua postura de pressão sobre o regime cubano, promovendo políticas de sanções que visam alterar a dinâmica política da ilha.

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