A Organização Mundial da Saúde (OMS) garantiu que o risco de uma pandemia em larga escala, semelhante à vivenciada durante a Covid-19, é considerado muito baixo. De acordo com a entidade, a transmissão do hantavírus é incomum, o que diminui a preocupação com a propagação da doença.
O MV Hondius atracou em Roterdã no dia 18 de setembro e, desde então, a tripulação remanescente está em quarentena à bordo, sob a supervisão de uma equipe médica. Mesmo após a situação alarmante, todos os tripulantes mantêm-se assintomáticos. Recentemente, a empresa permitiu o desembarque de parte da tripulação, incluindo 20 membros e dois profissionais de saúde do RIVM, instituto nacional de saúde da Holanda. Os demais cinco tripulantes que ainda estão no navio devem desembarcar em breve, todos seguindo rigorosos protocolos sanitários.
Para garantir a segurança e a higiene do MV Hondius, a Oceanwide Expeditions contratou o Grupo EWS, que possui extensa experiência em desinfecção de embarcações. O processo, que incluirá o uso de cloro e peróxido, deve levar de três a quatro dias, dependendo das avaliações das autoridades de saúde. A empresa afirmou que, após a limpeza completa, o navio estará apto a retomar suas operações.
Até o momento, as autoridades de saúde da Colúmbia Britânica, no Canadá, confirmaram um caso associado ao surto, elevando para 12 o total de infecções relacionadas ao cruzeiro, incluindo os três óbitos. A gripe hantavírus teria começado após um casal da Holanda contrair a doença durante atividades de observação de aves na Argentina, que é endêmica para a cepa Andes do vírus. Esta variante é conhecida por sua rareza na transmissão entre humanos, que ocorre principalmente através do contato com secreções de roedores infectados.
