De acordo com relatos de testemunhas, cerca de 40 cabines, especialmente no décimo andar, foram diretamente impactadas pela água que rapidamente inundou os corredores. O clima de desespero tomou conta assim que os passageiros perceberam a gravidade da situação. Um anônimo passageiro relatou que muitos acreditaram que o navio estava afundando, provocando correria e desespero, especialmente entre idosos e crianças.
Marcelo Barros, um economista viajando com sua família, também compartilhou sua experiência angustiante. Ele descreveu estar em seu quarto quando, por volta das 7h45, camareiros bateram à porta alertando sobre o que inicialmente foi comunicado como um possível incêndio. Com a água invadindo os espaços, ele e sua família sentiram uma sensação de terror. “Pensamos que os andares inferiores já estivessem submersos”, afirmou.
Além do pânico gerado pela situação, a falta de informações rápidas e precisas contribuiu para aumentar ainda mais a insegurança a bordo. Embora não tenham sido registrados feridos durante o incidente, o estresse vivido pelos passageiros foi palpável. Após o episódio, o MSC Seaview está previsto para passar por uma vistoria da Capitania dos Portos, que irá investigar as causas do rompimento do cano e avaliar as condições de segurança do navio.
Esse incidente destaca a importância da segurança em embarcações de grande porte e o manejo de crises durante situações de emergência. A resposta da equipe a bordo e a efetividade na comunicação serão cruciais para restaurar a confiança dos passageiros em futuras operações. A situação vivenciada no MSC Seaview é um alerta para a indústria de cruzeiros, que deve sempre priorizar a segurança e o bem-estar de seus hóspedes.







