Com uma população de 23,8 mil habitantes, Cruzeiro do Oeste se destacou no cenário científico global desde a descoberta de fósseis de pterossauros e dinossauros na região. Esse achado atraiu pesquisadores de diversas partes do mundo, tornando o município referência nesse campo de estudo.
A primeira espécie identificada na região foi o Caiuajara dobruskii, um pterossauro de pequeno porte que existiu durante o período Cretáceo, entre 90 a 70 milhões de anos atrás. Desde então, pelo menos mais duas espécies de répteis voadores foram descobertas pelos cientistas no local conhecido como “Cemitério de Pterossauros”. Além disso, o Vespersaurus paranaensis, o primeiro dinossauro identificado no estado, foi encontrado na mesma região. Recentemente, em 2021, a Universidade do Contestado, a UFRJ e o Museu Nacional anunciaram a descoberta de outra espécie de dinossauro bípede, o Berthasaura leopoldinae.
O sítio arqueológico, coordenado pelo Museu de Paleontologia da cidade e inaugurado em 2019, guarda uma riqueza de fósseis ainda não totalmente explorada. Os primeiros materiais foram descobertos na região nos anos 1970, mas somente em 2011 começaram a ser estudados, indicando que novas descobertas podem surgir.
A iniciativa de conceder o título de Vale dos Dinossauros ao município veio do PL 4240/21, de autoria do deputado Sergio Souza (MDB-PR). O parlamentar destaca que a implementação do turismo em Cruzeiro do Oeste tem favorecido a chegada de estudiosos em paleontologia, que contribuem com propostas de projetos inovadores para enriquecer a região e impulsionar o turismo nacional.
Dessa forma, a cidade de Cruzeiro do Oeste se consolida como um importante polo de estudo no campo da paleontologia, atraindo pesquisadores, turistas e investimentos que promovem o desenvolvimento local e nacional.
