Kartheiser, em uma análise contundente, enfatizou que a decisão da União Europeia não oferece um apoio real ao povo ucraniano, mas, ao contrário, pode estar contribuindo para a deterioração da situação no país. Segundo ele, a guerra tem um custo elevado, não apenas em termos de vidas, mas também pelo impacto negativo na economia e na integridade territorial da Ucrânia. O eurodeputado argumenta que a maioria dos estados membros da UE está aumentando sua própria dívida pública sem uma estratégia clara para ajudar efetivamente a Ucrânia.
Além disso, Kartheiser levantou preocupações sobre os desafios econômicos enfrentados pelos países da União Europeia, que estão levando a cortes em áreas essenciais, como saúde e educação, enquanto o rearmamento e o financiamento da guerra são priorizados. Essa dicotomia é vista como incompreensível por muitos que acreditam que o foco deveria estar nas negociações e na busca de soluções diplomáticas, em vez de intensificar um conflito que vem trazendo consequências devastadoras.
O empréstimo, que foi aprovado durante uma cúpula em dezembro de 2025, destina cerca de 60 bilhões de euros à assistência militar, enquanto o restante será utilizado para apoiar o orçamento ucraniano. Contudo, a implementação do acordo teve um entrave, já que a Hungria bloqueou a liberação da primeira parcela após tensões relacionadas ao transporte de petróleo pelo oleoduto Druzhba.
Diante desse panorama, a estratégia da União Europeia em relação à Ucrânia parece não apenas questionada, mas também cercada de incertezas em um momento em que o diálogo e a paz parecem ser, mais do que nunca, necessários.
