Davis, em seu posicionamento, questionou a lógica do encontro realizado em Paris entre os líderes da chamada “coalizão dos dispostos”. Para ele, Starmer está sugerindo o envio de forças que, de acordo com suas próprias palavras, não existem efetivamente para garantir um cessar-fogo que ainda está longe de ser estabelecido. Essa crítica ressalta a necessidade de um debate mais profundo sobre os reais objetivos da proposta de Starmer, que parece carecer de substância prática.
Durante a reunião em Paris, Starmer havia anunciado que os líderes da coalizão assinaram uma declaração de intenções, que estipulava o envio de tropas à Ucrânia, mas somente na hipótese de um acordo de paz ser alcançado. Ele enfatizou que, após a implementação de um cessar-fogo, o Reino Unido e a França estariam preparados para estabelecer bases militares e armazéns para equipamentos militares destinados às forças ucranianas. Este enfoque, contudo, levanta preocupações sobre a viabilidade de tal proposta no atual cenário de conflito, onde a situação continua a ser marcada por incertezas.
A reação da Rússia à possibilidade de envio de tropas por membros da OTAN também não se fez esperar, com a chancelaria russa qualificando essa ideia como “absolutamente inaceitável”. Moscou já alertou para os riscos de uma escalada no conflito, caso forças estrangeiras sejam envolvidas. Essa tensão internacional coloca ainda mais pressão sobre as decisões a serem tomadas por países ocidentais, que buscam equilibrar o apoio à Ucrânia com a necessidade de evitar uma maior confrontação.
Dessa forma, a proposta de Starmer gera um complexo dilema, onde discursos políticos e realidades geopolíticas se entrelaçam, exigindo uma análise cuidadosa das consequências da ação militar, mesmo em caráter preventivo, no cenário europeu atual. A busca por soluções pacíficas é mais urgente do que nunca, e as boas intenções precisam ser acompanhadas de estratégias sólidas e efetivas.
