Naquele contexto, o confronto entre Jorginho Mello e Renan Calheiros, pai de Renan Filho e então relator da CPI, foi carregado de hostilidade. Em uma sessão marcada por palavras duras, Jorginho e Calheiros trocaram ofensas que ecoaram nas mídias: o senador Alagoano qualificou Jorginho de “vagabundo”, enquanto Mello não hesitou em responder, chamando seu oponente de “ladrão” e “picareta”. Essa troca de insultos não apenas escandalizou os presentes, mas também se tornou uma das cenas mais emblemáticas daquela comissão.
Recentemente, a questão ressurgiu com as declarações de Renan Filho durante uma visita a Santa Catarina. O ministro disparou críticas ao governador, afirmando que Jorginho “não tem condições” de governar adequadamente o estado e creditou as principais obras em andamento à administração federal, suas palavras rapidamente geraram reações acaloradas.
O governador Jorginho Mello não tardou a responder. Em um tom igualmente incisivo, ele desqualificou as declarações do ministro, rotulando-as de “mentira” e “picaretagem”. Esse desgaste verbal não é apenas uma troca de insultos, mas uma jogada que acirra ainda mais as tensões entre os grupos políticos que se alinham ao ex-presidente Bolsonaro e os que apoiam a atual administração do PT. A polêmica não apenas evidencia a continuidade das disputas históricas, como também sugere que novos capítulos de rivalidade política estão por vir, afetando o clima já polarizado da política nacional.
Essa batalha entre figuras proeminentes não é um incidente isolado, mas um reflexo de um clima político conturbado que promete se intensificar à medida que se aproximam as novas eleições. O futuro político de ambos está em jogo, e a interação entre eles poderá moldar o cenário político de Santa Catarina e do Brasil nos próximos anos.
