O padre Fernando foi incisivo ao afirmar que Jesus nunca utilizou armas, nem instigou conflitos ou propagou sentimentos de ódio. Ele condenou veementemente a utilização do nome de Deus para justificar mortes ou qualquer forma de exclusão e agressão. A homilia avançou em uma crítica ao movimento que busca ligar a fé cristã a discursos que promovem a violência, afirmando que o verdadeiro cristianismo é incompatível com qualquer tentativa de transformar a violência em uma solução válida.
Em um momento de reflexão ética, o sacerdote destacou que “o Evangelho é compromisso com a vida, não com instrumentos de morte.” Essa afirmação carrega um peso importante, ao sugerir que a verdadeira paz não é alcançada por meio de armas, mas através do amor e do cuidado mútuo. O chamado à paz, segundo ele, contraria a lógica do confronto e aponta para uma vida em comunidade, onde a empatia e a solidariedade ocupam o primeiro plano.
As declarações do padre Fernando e os ecoamentos de Cauê Castro se entrelaçam na defesa da vida em todas as suas formas, reforçando que aqueles que seguem os ensinamentos de Cristo devem rejeitar qualquer abordagem que promova a violência. Em um tempo em que os discursos armamentistas ganham destaque, a reafirmação dos valores cristãos como promotores da paz ganha ainda mais relevância.
A mensagem é clara: ser cristão é, essencialmente, priorizar a vida, o amor ao próximo e o respeito mútuo, valores que devem prevalecer acima de qualquer ideologia que busque legitimar a violência e o medo.
