Crise nos F-35: Apenas 25% da frota dos EUA está operacional, revela relatório do governo e alerta para riscos de prontidão.

A crise na frota de caças F-35 dos Estados Unidos atinge novos patamares, com um relatório recente revelando que apenas 25% desses aviões estão atualmente em condições operacionais plenas. Esse cenário alarmante evidencia a queda na prontidão da aeronave, que já enfrentava desafios significativos de manutenção e disponibilidade. No ano de 2021, a capacidade operacional dos F-35 era de 67%, mas esse número despencou para 44% em 2025, gerando preocupações sobre o futuro da frota.

O Escritório de Prestação de Contas do Governo (GAO) destacou que, para reverter essa situação crítica, o Pentágono lançou em 2025 um plano denominado Reinicialização da Solução de Suporte Global (GSS). O objetivo desse projeto é aumentar a capacidade operacional dos F-35 para 80% e a plena capacidade para 65% até 2030. Estima-se que a implementação desse plano exija um investimento adicional de US$ 13,7 bilhões, ou aproximadamente R$ 74,8 bilhões, nos orçamentos anuais das Forças Armadas até 2031.

Desses recursos, apenas US$ 2,2 bilhões estão diretamente alocados para a Reinicialização da GSS, enquanto o restante será utilizado para cobrir a diferença entre o orçamento militar e os custos reais de manutenção da frota. Contudo, o GAO alerta que a prontidão dos F-35 pode piorar antes de melhorar, com resultados visíveis possivelmente apenas a partir de 2026.

Além disso, o relatório expõe preocupações quanto à dependência da indústria para o fornecimento de peças. A necessidade de mais de US$ 7 bilhões em componentes é alarmante, especialmente diante das dificuldades na produção de peças críticas. Um estudo da Lockheed Martin identificou 48 itens, incluindo cabines, cuja fabricação não está atendendo à demanda, evidenciando os gargalos existentes.

Por fim, o relatório também revelou falhas nos incentivos concedidos à Lockheed Martin. Entre 2020 e 2023, a empresa recebeu mais de US$ 114 milhões, mesmo com resultados insatisfatórios. A falta de revisões nos critérios de incentivo e a ausência de um sistema sólido para rastrear esses pagamentos podem comprometer ainda mais a recuperação da capacidade operacional dos F-35. O futuro da frota agora depende de ações efetivas e de um planejamento estratégico robusto por parte do Pentágono.

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