O FMI observou que as nações que dependem da importação de energia estão enfrentando dificuldades financeiras maiores do que aquelas que são exportadoras de combustíveis fósseis. Essa situação é particularmente preocupante para países mais pobres, que estão em uma posição ainda mais vulnerável devido à suas reservas limitadas. Com o aumento dos preços de energia, muitos desses países estão percebendo um aperto fiscal crescente, complicando o cenário econômico já fragilizado.
Além dos desafios diretos impostos pela escalada do conflito, como danos à infraestrutura e ao setor industrial, os efeitos prolongados dessa situação podem parar no crescimento econômico em anos futuros. O FMI indicou que a recuperação das economias afetadas pode levar tempo, dependendo da duração e da intensidade do conflito atual. Isso significa que, enquanto as economias globais buscam recuperar-se dos efeitos da pandemia, estarão sob a pressão adicional das instabilidades no Oriente Médio.
Outro ponto relevante levantado pelo FMI é que as economias em desenvolvimento localizadas na África, no Oriente Médio e na América Latina estão enfrentando um aumento significativo no custo das importações. Esse aumento afeta diretamente as finanças públicas e pode levar a uma crise nas reservas externas desses países. Em suma, o FMI destaca que a crise no Oriente Médio não apenas impede a recuperação econômica que muitos países esperavam, mas também pode perpetuar um ciclo de dificuldades financeiras e sociais que afetam essencialmente os mais vulneráveis.






