Estudos da ONU indicam que, mesmo com a normalização imediata das rotas marítimas, as projeções de crescimento global poderiam cair de 3,4% para 3,1%. A inflação, por sua vez, projetada para ficar em 4,4%, reforça as preocupações sobre os custos crescentes de vida, que já impactam diversas nações.
As restrições à navegação não estão limitadas apenas ao transporte de petróleo; estão afetando o fluxo de gás, fertilizantes e outros produtos essenciais, gerando uma onda de consequências em cadeia que toca setores vitais como energia, alimentação e indústria. Isso nos leva a crer que a interconexão dos mercados torna a economia global extremamente vulnerável a crises localizadas.
Um cenário preocupante apresentado pela ONU sugere que, se as interrupções nas rotas comerciais se prolongarem, até metade do ano, cerca de 32 milhões de pessoas podem ser empurradas para a pobreza. Além disso, 45 milhões podem enfrentar crises severas de insegurança alimentar devido à escassez de fertilizantes e à possível quebra de safras em diversas regiões.
Em um desfecho ainda mais alarmante, caso os impactos da crise se estendam até 2026, a inflação poderia ultrapassar 6%, enquanto o crescimento global se aproximaria de apenas 2%. Esses números evidenciam a urgência de uma solução para a crise no Oriente Médio, ressaltando a necessidade de um esforço conjunto para restabelecer a normalidade nas rotas comerciais e minimizar os efeitos devastadores sobre a econômica global.
