Nos bastidores do futebol europeu, observadores especializados notam que o Molenbeek está lutando para cumprir suas obrigações básicas. A situação é tão crítica que várias licenças de plataformas de análise e observação de atletas foram suspensas. Além disso, contratos com fornecedores foram encerrados, e um número significativo de funcionários, inclusive do departamento médico, decidiu deixar o clube devido a atrasos e até à falta de pagamento. Os salários dos jogadores, que até então eram cumpridos, também correm o risco de não serem pagos.
A diretoria do Molenbeek optou por não comentar publicamente sobre a gravidade da situação financeira. Recentemente, o porta-voz Damien De Coen emitiu um comunicado enfatizando que, até o presente momento, os salários dos jogadores sempre foram pagos. No entanto, a crescente crise sugere que essa afirmação pode não se sustentar por muito tempo.
Assim como o Botafogo, com o qual compartilha laços através do mesmo grupo de investidores, o Molenbeek está sob um embargo de transferências imposto pela comissão de licenciamento da Bélgica. Este embargo foi consequência de dívidas não quitadas relacionadas à contratação de atletas. O clube não apenas enfrenta a impossibilidade de registrar novos jogadores, mas também pode sofrer penalizações como a perda de pontos se continuar a não honrar suas dívidas.
Atualmente, o Molenbeek se encontra na décima-primeira posição do Campeonato Belga, acumulando apenas 20 pontos em 19 partidas disputadas. O futuro do clube se torna cada vez mais incerto, à medida que a crise financeira avança, podendo levar a reviravoltas drásticas na administração e no desempenho da equipe em campo. O desfecho dessa história ainda aguarda para ser escrito, mas já levanta preocupações sobre a sustentabilidade e a continuidade das atividades da equipe em um cenário cada vez mais adverso.







