Após o ataque militar americano, que resultou na captura de Maduro e na declaração de que os EUA assumiriam o controle temporário do país até uma transição democrática, as vozes da oposição, particularmente representadas por Flávio Bolsonaro e outros líderes do bolsonarismo, intensificaram suas críticas. Eles argumentam que a queda de Maduro é um reflexo do fortalecimento da democracia na América Latina e um aviso aos líderes que se alinham ao chamado “socialismo do século XXI”. Para eles, a situação na Venezuela serve como um exemplo do que afirmam ser o inevitável fracasso do comunismo na região.
Governadores alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como Tarcísio de Freitas, Romeu Zema e Ronaldo Caiado, também celebraram a ação militar como uma libertação do povo venezuelano. Eles têm utilizado esse evento para reavivar o discurso anti-comunista, enfatizando a crítica a Lula e seu suposto vínculo com regimes autoritários, o que rapidamente se torna um pedestal em suas campanhas.
Em contraponto, Lula e seus aliados da esquerda mantêm uma postura cautelosa. Lula condenou os bombardeios e a captura de Maduro, destacando a grave afronta à soberania venezuelana e alertando sobre as implicações das ações americanas nas relações internacionais. Essa ambiguidade nas declarações de Lula é vista como uma tentativa de distanciá-lo da figura de Maduro, mesmo que as críticas à interferência dos EUA sugiram uma defesa mais ampla da soberania de países latino-americanos.
Como as eleições se aproximam, tanto a direita quanto a esquerda buscam narrativas convincentes que ressoem com o eleitorado. Flávio Bolsonaro, por exemplo, tem insinuado que o colapso do regime venezuelano pode prejudicar Lula, enquanto o presidente brasileiro tenta equilibrar relações com a administração americana, evidenciando a complexidade da dinâmica política neste cenário. Assim, a crise na Venezuela não apenas influencia as disputas eleitorais, mas também revela as tensões subjacentes à política brasileira contemporânea.
