Crise na FIFA: UEFA ameaça ações judiciais e Inglaterra retira apoio a Gianni Infantino enquanto pressão política sobre o presidente aumenta.

A crise que envolve Gianni Infantino, presidente da FIFA, alcançou um novo patamar nesta terça-feira, com a UEFA ameaçando tomar medidas judiciais contra a entidade máxima do futebol. A razão para essa ação é um plano, que já foi abandonado, que visava vender uma participação nos direitos comerciais de torneios de grande porte a investidores privados. Neste cenário, a Federação Inglesa de Futebol (FA) também está prestes a retirar seu apoio à candidatura de Infantino para um novo mandato.

Conforme relatos, a UEFA notificou Infantino através de uma carta, informando que está considerando “ativamente ações judiciais, arbitragem e/ou queixas regulatórias” em relação à FIFA Forward Enterprise (FFE), a subsidiária responsável pela gestão de competições como a Copa do Mundo. A UEFA exige que a FIFA preserve toda a documentação relacionada ao projeto, incluindo e-mails, mensagens trocadas em aplicativos como WhatsApp e Slack, além de registros de reuniões.

No documento enviado ao presidente da FIFA, a proposta de preservação dos materiais deve ser cumprida independentemente das políticas internas de retenção da entidade. A UEFA estipulou um prazo de cinco dias úteis para que Infantino confirme a adoção de medidas para evitar a exclusão de quaisquer documentos relevantes.

O plano da FIFA, inicialmente ambicioso, previa a formação da FFE e a venda de uma participação minoritária estimada em 20% para investidores, podendo arrecadar até US$ 4,2 bilhões. Entretanto, esta iniciativa foi cancelada na última sexta-feira, após uma resistência significativa de diversas confederações e federações. Antes do recuo, Infantino havia enviado uma carta a 211 associações, prometendo o repasse de US$ 40 milhões a cada uma, condicionado ao suporte ao projeto.

O contexto de pressão política sobre Infantino se intensifica. Após a UEFA e a Concacaf expressarem a perda de confiança em sua liderança, a Federação Galesa de Futebol já oficializou a retirada de apoio à candidatura do presidente para 2027-2031. É esperado que a FA siga essa linha, o que aumentaria ainda mais a pressão sobre o dirigente suíço. Fontes indicam que dirigentes da UEFA estão mobilizando esforços para garantir o apoio necessário para convocar uma reunião extraordinária do Conselho da FIFA, onde a possibilidade de uma renúncia formal de Infantino poderá ser discutida. Para que esse encontro aconteça, são necessários 19 dos 37 votos do conselho. A situação continua a se desdobrar, levantando questões sobre o futuro da liderança da FIFA e a estabilidade de sua governança.

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