Em resposta, Trump impôs sanções econômicas à Colômbia e autorizou uma operação para deter imigrantes na cidade de Chicago. Além disso, o perfil oficial da Casa Branca nas redes sociais destacou casos de imigrantes latinos retidos com antecedentes criminais, associando imigração a criminalidade.
A escalada do conflito levou a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) a convocar uma reunião de emergência para o dia 30 de janeiro. A presidente de Honduras, Xiomara Castro, anunciou a reunião nas redes sociais e destacou que migração, meio ambiente e unidade latino-americana e caribenha serão temas discutidos.
No Brasil, o governo desautorizou o uso de algemas e correntes nos deportados brasileiros e está investigando as denúncias de agressões contra esses indivíduos durante o voo militar americano. Na Colômbia, as tensões resultaram na suspensão da emissão de vistos e na taxação de 25% sobre produtos colombianos por parte de Trump, que levou o presidente colombiano Gustavo Petro a retaliar com taxas de 50% sobre produtos americanos.
Enquanto isso, a Casa Branca divulgou fotos de imigrantes latinos envolvidos em crimes para reforçar a ideia de que esses indivíduos representam uma ameaça à segurança nacional. Paralelamente, Trump tentou revogar o direito à cidadania por nascimento nos EUA e reintroduzir a cidadania por laços consanguíneos, medidas que enfrentam desafios jurídicos.
Diante desse cenário de conflito e tensão, as relações entre os Estados Unidos e os países da América Latina permanecem instáveis, com as políticas de imigração de Trump gerando controvérsias e reações em toda a região.
