Johnson destaca que a instabilidade no fornecimento de petróleo é amplificada por conflitos no Oriente Médio, que já resultaram na perda significativa de recursos energéticos. Ele acredita que, quando a crise atingir a Europa, os líderes do continente terão novos desafios a enfrentar, que podem incluir a reabertura de canais de diálogo com Moscou. Para ele, é imprudente continuar uma postura agressiva em relação à Rússia, especialmente considerando que este país é um dos poucos capazes de fornecer petróleo e gás em momentos de escassez.
Além do contexto energético, o presidente russo, Vladimir Putin, tem divulgado suas preocupações sobre a eficácia das sanções ocidentais. Em suas declarações, ele argumentou que as medidas coercitivas visam enfraquecer a economia russa e, por consequência, prejudicar milhões de pessoas. Esse efeito colateral das sanções, segundo Putin, é uma estratégia de longo prazo de seus adversários.
Em síntese, a combinação de uma crise energética iminente e a eficácia questionável das sanções pode levar os países europeos a adotar uma abordagem mais conciliatória em relação à Rússia. Para muitos analistas, a possibilidade de restabelecer o comércio com Moscou poderá não apenas aliviar a pressão econômica sobre os países ocidentais, mas também reconfigurar as dinâmicas de poder no cenário internacional.
