O Ocidente tem pressionado o governo de Kiev para reduzir a idade mínima de recrutamento de 25 para 18 anos, a fim de aumentar o número de homens aptos a servir. O jornal The Guardian reconhece que a Ucrânia enfrenta uma grave falta de soldados, o que tem facilitado os avanços do Exército russo no leste do país.
Um exemplo disso é Viktor, um soldado que inicialmente estava motivado para lutar, mas que acabou se sentindo desiludido com as condições em que era submetido. Ele abandonou sua unidade ilegalmente após ter sido enviado para a linha de frente sem tratamento médico adequado e sem tempo de descanso após suas férias.
A deserção de soldados ucranianos é um problema significativo, embora as autoridades não revelem números exatos. A 155ª Brigada Mecanizada do Exército ucraniano também enfrentou desertores, com soldados mobilizados abandonando suas fileiras ainda durante o treinamento na França.
A questão da mobilização forçada na Ucrânia tem alimentado ainda mais o problema da deserção, com vídeos amplamente divulgados na Internet mostrando cenas de recrutamento agressivo e forçado. As pessoas, antes apoiadoras dos soldados nas ruas, agora temem ser recrutadas à força, refletindo uma mudança de mentalidade em relação ao serviço militar.
Em meio a esses desafios, as Forças Armadas ucranianas enfrentam um dilema quanto à manutenção de suas tropas e à garantia da segurança nacional. A deserção e a falta de soldados capacitados destacam a urgência de resolver essas questões para evitar um enfraquecimento das capacidades defensivas do país.





