Hani revelou que aproximadamente 56 mil hectares de terras foram afetados pela guerra, o que representa cerca de um quarto da superfície agrícola total do Líbano. Ele enfatizou que os danos diretos ao setor agrícola atingiram 22,5%, resultando em um impacto severo nas condições de vida e na segurança alimentar da população. “A situação é especialmente crítica no sul do país, onde 78% dos agricultores foram forçados a abandonar suas propriedades devido aos combates,” acrescentou.
O ministro também alertou que essa paralisação da produção agrícola não apenas comprometeu o sustento de muitos libaneses, mas também impactou a economia local e nacional. Os desafios envolvem não apenas a escassez de alimentos, mas também a elevação dos preços e a interrupção das cadeias de suprimentos, com os produtos, especialmente as frutas cítricas, sendo os mais afetados.
Em resposta a essa crise, o ministério está elaborando um ambicioso plano de desenvolvimento agrícola para o período de 2026 a 2036. A proposta inclui a adoção de tecnologias modernas e a digitalização do setor, buscando revitalizar a agricultura e aumentar sua eficiência. Um exemplo dessa inovação é o programa de cooperação com a China, que pretende utilizar drones para o monitoramento de doenças agrícolas e para o manejo mais eficiente das florestas, além da aplicação precisa de produtos fitossanitários.
Este plano é visto como um passo importante para reverter os danos causados pela guerra e para restaurar a produção agrícola no Líbano, que enfrenta um dos momentos mais desafiadores de sua história recente. O sucesso dessa iniciativa será crucial para a segurança alimentar e a recuperação econômica do país.
