Criminosos Incêndiam Veículo da Leste Telecom em Itaboraí: Quinto Ataque a Provedores de Internet no Rio em 2024

Crime Organizado Aumenta Atividades na Região Metropolitana do Rio de Janeiro

Na manhã de terça-feira, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro foi novamente marcada pela ação do crime organizado. Em Itaboraí, um veículo da empresa Leste Telecom foi incendiado por criminosos que abordaram um funcionário da companhia. Dois homens, armados e utilizando uma motocicleta, exigiram que o trabalhador deixasse o carro, que logo em seguida foi consumido pelas chamas. Apesar da gravidade do ato, não houve feridos.

O ataque ocorreu enquanto o técnico desempenhava atividades de manutenção na rede de fibra ótica no bairro Joaquim de Oliveira, que fica a apenas 200 metros do local onde estão programados shows em celebração aos 193 anos de emancipação do município. Esse ambiente festivo contrasta com a violência crescente observada na região, inquietando tanto moradores quanto autoridades.

A Leste Telecom, por meio de sua assessoria de imprensa, foi rápida em comunicar que o funcionário se encontra bem e está recebendo o suporte necessário da empresa. A companhia também se comprometeu a avaliar os danos ocasionados, que envolvem não apenas o veículo danificado, mas também equipamentos e materiais utilizados na manutenção. Além disso, a Leste Telecom informou que está colaborando com a 71ª DP (Itaboraí) nas investigações sobre o incidente.

Este ataque representa o quinto ataque deste ano contra operadoras e provedores que atuam regularmente na região. A escalada da violência reflete um padrão alarmante, onde facções criminosas e milícias têm explorado a comercialização irregular de serviços de internet, exercendo pressão sobre empresas que se negam a pagar taxas, resultando em retaliações frequentemente violentas. Incidentes semelhantes já foram noticiados em outras localidades como Cachoeiras de Macacu, Japeri, Paracambi e Maricá, todos apresentando um modus operandi alinhado à extorsão.

O tráfico e as milícias têm se tornado cada vez mais astutos, criando redes de comercialização de sinal de internet que começaram em áreas sob controle miliciano e logo se expandiram para outras regiões. Em muitos casos, as empresas legítimas são proibidas de operar, enquanto grupos ilegais dominam o mercado, dificultando a prestação de serviços de qualidade para a população.

As investigações em curso estão revelando uma complexa rede de corrupção e intimidação, onde o “preço” para operar legalmente pode corresponder a 50% do valor que os clientes pagam. Este fenômeno, que reflete uma realidade preocupante para o cidadão carioca, pede urgência nas ações das autoridades para restaurar a ordem e garantir a segurança tanto das empresas quanto dos moradores da região.

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