ADEL apontou que a criminalidade se tornou uma realidade diária em diversos setores, com extorsões recorrentes e ameaças constantes. “Nossos trabalhadores são extorquidos todos os dias, os pequenos empresários são extorquidos todos os dias, são assassinados todos os dias”, afirmou Pérez, sublinhando a inserção do crime organizado na estrutura econômica e política do Peru. A gravidade da situação se intensificou após o término do estado de emergência que foi decretado recentemente com o objetivo de conter o aumento da violência em Lima, a capital do país. Essa medida, que afetou 13 dos 43 distritos da cidade, foi dedicada ao combate a uma máfia que se especializou em extorquir pequenos comerciantes, exigindo taxas para permitir que eles continuem suas atividades.
No entanto, a ADEX considera que as medidas implementadas não surtiram efeito, e o aumento da criminalidade se estende a outras regiões do Peru, especialmente onde a mineração ilegal é predominante. A organização destaca o departamento de La Libertad, onde a exploração ilegal de ouro por grupos mafiosos exacerba o problema. Além disso, Pérez levantou preocupações sobre o financiamento de alguns membros do Congresso por parte desses grupos ilegais, sugerindo que essa corrupção institucional ajuda a perpetuar a atividade ilícita, indicando que as instituições não estão conseguindo cumprir seu papel.
Diante desse cenário alarmante, é evidente que o crime organizado se tornou um desafio significativo para a segurança e a integridade social no Peru, exigindo uma ação governamental mais eficaz e um compromisso real com a erradicação da criminalidade e corrupção sistêmica.
