De acordo com as informações fornecidas pelos pais, a criança esteve submersa por aproximadamente 40 segundos antes que a equipe da escola tomasse conhecimento do que estava acontecendo. Quando foi resgatada, a condição da menina era crítica; ela apresentava cianose, uma saturação de oxigênio de apenas 77% e um notável rebaixamento do nível de consciência. Diante desse cenário, foi necessário um atendimento médico de emergência. Após o resgate, a menina teve comprometimento pulmonar devido à aspiração de água, levando à sua internação em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Felizmente, ela recebeu alta hospitalar alguns dias depois.
Os pais enfatizaram em sua nota que acreditam ter havido uma “falha grave de vigilância” durante a aula, uma atividade que requer atenção constante. Além disso, criticaram a maneira como a escola administrou a situação após o incidente, alegando que o ocorrido foi tratado como um episódio rotineiro, sem a suspensão das aulas ou uma revisão dos protocolos de segurança pertinentes. Na sua declaração, expressaram sua preocupação não apenas com a saúde da filha, mas também com a segurança de outras crianças, afirmando que “Segurança não se presume, se exige”.
Por outro lado, a Escola Espaço Educar emitiu uma nota oficial na qual reafirmou a imediata assistência prestada à criança e alegou que seguiu todos os procedimentos adequados para situações de emergência. A instituição assegurou que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e que a aluna foi acompanhada por profissionais de saúde durante todo o processo. Além disso, a escola ressaltou que possui uma equipe qualificada e uma estrutura apropriada para garantir a segurança dos alunos, destacando que está em operação há 29 anos sem relatos de situações semelhantes. A direção da escola também se colocou à disposição para prestar mais esclarecimentos sobre o ocorrido.
O episódio gerou um debate mais amplo sobre a segurança nas aulas de natação, levando muitos a questionarem os protocolos de segurança e a necessidade de supervisão rigorosa em atividades aquáticas, especialmente com crianças.
