A investigação teve início em 2025, quando a menina, em um momento de desespero, decidiu compartilhar sua dolorosa experiência com a equipe pedagógica de sua escola. No entanto, a resposta de sua família foi desastrosa; em vez de buscar ajuda, os familiares descredibilizaram a criança e a agrediram, acusando-a de mentir. De acordo com a delegada Aline Lopes, responsável pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA-GO), o avô chegou a agredir a menina a ponto de ela perder a consciência, enquanto a avó aplicava castigo rígido, ignorando o sofrimento da neta.
Sentindo-se completamente isolada e sem apoio, a menina tomou uma atitude corajosa. Após um novo abuso, em que foi forçada a praticar sexo oral, ela coletou material biológico do tio e, posteriormente, entregou-o a outros parentes. A prova resultante dessa ação fatal foi crucial para que a polícia pudesse finalmente investigar o caso e dar voz à criança.
Em depoimento, a menina revelou que os abusos começaram quando ela tinha apenas 5 ou 6 anos. Foram anos de terror, em que o tio a sufocava e ameaçava de morte sempre que ela tentava escapar ou gritar por ajuda. Quando confrontado com as provas apresentadas, o homem confessou os atos criminosos e foi levado à delegacia.
Além das acusações de estupro vulnerável que pesam sobre o tio, o Ministério Público também anunciará ações legais contra os familiares que não somente ignoraram as denúncias da criança, mas também a puniram por tentar revelar a verdade. O desfecho deste caso ressoa como um alerta sobre a necessidade de proteção e credibilidade em relatos de crianças, além da importância de medidas rigorosas contra todos os envolvidos em um ciclo de omissão e violência.
