Criança de 4 anos quase se afoga em aula de natação e pais criticam supervisão na escola em Maceió; menina teve de ser internada na UTI.

Na última terça-feira (17), um incidente preocupante ocorreu na Escola Espaço Educar, localizada na Ponta Verde, envolvendo uma aluna de apenas 4 anos, identificada como Laura. Os pais da criança expressaram sua indignação em relação à gestão da escola após um episódio de quase afogamento durante uma aula de natação. Segundo a família, a criança ficou submersa na água por aproximadamente 40 segundos antes que a equipe dos instrutores notasse a situação alarmante.

Após ser retirada da piscina, Laura foi encontrada em estado grave, apresentando cianose e uma saturação de oxigênio de apenas 77%. O rebaixamento do nível de consciência levantou preocupações significativas sobre seu estado de saúde. Diante da gravidade da situação, a criança foi imediatamente encaminhada para atendimento médico de emergência, onde os médicos detectaram comprometimento pulmonar devido à aspiração de água, levando à necessidade de internação em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Felizmente, a criança já recebeu alta, mas o impacto emocional na família permanece.

Os pais de Laura não apenas lamentam o ocorrido, como também criticaram a supervisão da atividade. Eles ressaltam que a extensão do tempo que a criança ficou submersa e as complicações clínicas resultantes apontam para uma falha clara na vigilância durante a aula. De acordo com eles, o que poderia ter sido um acidente ainda mais trágico foi evitado por pouco, e a condução da escola após o incidente deixou a desejar, com falta de reconhecimento do risco imediato e revisão dos protocolos de segurança.

Por sua vez, a Escola Espaço Educar divulgou uma nota afirmando que a situação foi rapidamente identificada pela equipe, composta por profissionais capacitados em primeiros socorros. A instituição reafirmou que seguiu todos os procedimentos legais de segurança. Após os primeiros cuidados, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e orientou o encaminhamento da criança para um atendimento médico especializado. A escola também expressou solidariedade à família e afirmou que a segurança dos alunos é uma prioridade em suas atividades.

O caso levanta questões sobre a importância da supervisão rigorosa em atividades aquáticas e reforça a necessidade de instituições educacionais garantir a segurança dos alunos em todas as circunstâncias.

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