A Revolução dos Pagamentos por Aproximação no Brasil: Um Panorama Atual
Nos últimos cinco anos, o cenário dos pagamentos por aproximação no Brasil sofreu uma transformação significativa. Em 2021, essa modalidade representava apenas 8% das transações presenciais realizadas com cartões. Porém, os dados mais recentes mostram que, em março de 2026, essa porcentagem saltou para impressionantes 74,8%. Durante o primeiro trimestre deste ano, as transações por aproximação movimentaram cerca de R$ 504,8 bilhões, refletindo um crescimento de 19,3% em comparação ao mesmo período de 2025.
A indústria de cartões, que inclui as modalidades de crédito, débito e pré-pago, também reportou um aumento substancial, alcançando um movimento total de R$ 1,1 trilhão entre janeiro e março. Esse valor representa um crescimento de 8,3% em relação ao ano anterior, com o cartão de crédito contribuindo significativamente para esse resultado, com um aumento de 12,8%. Para o atual ano, as previsões indicam que o setor poderá crescer entre 9,5% e 11,5%, o que poderia elevar o mercado de cartões a um valor aproximado de R$ 5 trilhões.
Ricardo de Barros Vieira, vice-presidente da Abecs, ressalta a combinação de segurança, conforto e usabilidade como os pilares que sustentam esse crescimento expressivo. A tecnologia de pagamentos por aproximação tem se mostrado uma solução prática e segura, o que atrai tanto consumidores quanto comerciantes.
Outro avanço destacado é o sistema “tap on phone”, que transforma dispositivos móveis em leitores de cartões, utilizando a tecnologia NFC. Esse segmento, embora ainda em fase inicial, apresentou um crescimento extraordinário de 114,6% no primeiro trimestre de 2026, movimentando R$ 27,1 bilhões. Essa nova tendência promete expandir ainda mais, tanto em grandes cidades quanto em áreas rurais, pela sua acessibilidade e redução de custos operacionais para os comerciantes.
O conceito do “click to pay” também promete ser um pilar essencial para o futuro da utilização de cartões, especialmente nas compras online. O vice-presidente da Abecs acredita que 2026 será um ano decisivo para essa tecnologia, com previsões otimistas de adoção mais acentuada a partir do terceiro trimestre.
Além desses desenvolvimentos, o crescimento dos pagamentos recorrentes e o aumento expressivo nas compras não presenciais mostram uma mudança no comportamento de consumo, onde cartões têm ganho protagonismo. Em 2026, as compras online chegaram a R$ 310,5 bilhões, com o débito mostrando um crescimento notável de 359,8% desde antes da pandemia.
Assim, o Brasil se posiciona como um líder na adoção de tecnologias inovadoras de pagamento, com tendências que não apenas transformam a maneira como consumimos, mas também facilitam a vida dos comerciantes de diversos setores. À medida que esse impulso continua, o futuro dos pagamentos eletrônicos no país parece ser cada vez mais promissor.





