Esses dados ressaltam a contínua ascensão do crowdfunding, que já havia demonstrado uma trajetória positiva em 2025, quando movimentou R$ 3,8 bilhões em 835 ofertas, superando os R$ 1,2 bilhão de 398 operações em 2024. Além disso, o número de plataformas autorizadas no Brasil aumentou de 69 para 80 entre 2025 e 2026, refletindo um ambiente regulatório que, embora consolidado por meio da Resolução CVM 88, está prestes a passar por uma atualização.
O aumento no número de participantes regulados pela CVM também é um indicador positivo, que subiu 0,3% desde o final de 2025, indo de 92.818 para 92.978. Paralelamente, o valor total do mercado regulado atingiu a impressionante cifra de R$ 52,33 trilhões. Desconsiderando o valor nocional dos derivativos, o montante se estabeleceu em R$ 18,94 trilhões, resultando em um crescimento respectivo de 22,8% e 13,1% em termos anuais, estimulados principalmente pelos fundos de investimento.
Contudo, os indicadores de risco apresentaram um comportamento misto no segundo trimestre de 2026. Enquanto os índices de mercado e de crédito mostraram uma queda ao contrário da tendência anterior, os indicadores de liquidez e de apetite ao risco mantiveram suas direções estáveis. O risco macroeconômico, por exemplo, diminuiu de 1,1 para 1,0, enquanto o de mercado passou de 2,7 para 2,3. Em contrapartida, o índice de risco de liquidez subiu de 2,1 para 2,9 e o de crédito de 1,0 para 2,0, evidenciando a complexidade do cenário.
Adicionalmente, o mercado de capitais também se mostrou dinâmico, com emissões de valores mobiliários que totalizaram R$ 420 bilhões em 2.384 ofertas até o segundo trimestre de 2026, um crescimento de 10,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Em particular, o mercado acionário destacou-se, alcançando R$ 25,5 bilhões em captações, ultrapassando em 64,5% todo o volume de 2025. Este ano ainda marcou a reemergência das Ofertas Públicas Iniciais (IPOs) após um hiato desde 2021.
No que tange aos produtos financeiros, as debêntures lideraram em volume, com R$ 142,2 bilhões captados em 230 operações. Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) também se destacaram, com 795 emissões que somaram R$ 68,5 bilhões, seguidos pelos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs), que captaram R$ 62,1 bilhões em 218 operações. O cenário geral é promissor, revelando um ambiente econômico em expansão, tanto no crowdfunding quanto no mercado de capitais.
