A advogada criminalista Izabela Jamar alerta para a importância de estar atento a ofertas e anúncios que criam uma sensação de urgência, como mensagens que insinuam: “É agora ou nunca!” ou “Faça a transferência imediatamente”. Esses são sinais clássicos de tentativas de golpe. Além disso, Jamar menciona que os criminosos frequentemente utilizam um apelo emocional, como a clonagem de números de telefone de parentes para solicitar dinheiro, o que reforça a necessidade de confirmar diretamente com a pessoa envolvida antes de tomar qualquer ação.
Vítimas de estelionato também devem estar atentas a premiações nas quais nunca participaram, cobranças desconhecidas e links suspeitos. A especialista enfatiza a relevância de não compartilhar códigos de verificação ou senhas. Caso alguém caia no golpe, é crucial tomar medidas imediatas, como notificar o banco e registrar um Boletim de Ocorrência. Manter evidências, como trocas de mensagens e transferências, pode ser vital na recuperação de perdas.
A Polícia Civil tem intensificado ações para combater perfis falsos frequentemente criados em outros países, utilizando uma combinação de dados técnicos para rastreamento digital. A tecnologia, especialmente com o avanço da Inteligência Artificial, tem se mostrado uma aliada dos golpistas, utilizando recursos como os ‘deepfakes’. Essa técnica, que imita rostos e vozes, representa uma ameaça crescente, permitindo aos criminosos enganar potenciais vítimas de maneiras cada vez mais sofisticadas.
Em situações de vazamento de dados, as vítimas têm direito à reparação, desde que consigam comprovar prejuízos ou uso inadequado de suas informações. Ao mesmo tempo, as empresas são instadas a fortalecer suas práticas de segurança e a treinarem seus funcionários para evitar brechas que possam resultar em vazamentos.
A crescente incidência de estelionatos no DF e a evolução das táticas utilizadas evidenciam a necessidade urgente de maior conscientização e formação sobre segurança na internet, tanto para indivíduos quanto para organizações. A transparência e a adoção de boas práticas são fundamentais para preservar a confiança dos clientes e minimizar riscos jurídicos.
