Crescimento de 0,1% na Economia Brasileira em Abril Aponta Prévia do PIB da FGV, Mesmo com Altas de Juros e Preços do Petróleo.

Em um contexto de recuperações econômicas, o Brasil apresentou um crescimento de 0,1% em seu Produto Interno Bruto (PIB) entre os meses de março e abril deste ano. Essa informação foi divulgada na prévia do Monitor do PIB, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV). Essa leve alta se destaca especialmente considerando a instabilidade que o mercado tem enfrentado nos últimos tempos.

Analisando um horizonte mais amplo, entre os meses de fevereiro e abril, a economia brasileira registrou uma expansão de 1,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, esse crescimento foi de 2%. Esses dados são fundamentais, pois oferecem uma visão preliminar que ajuda a antecipar tendências e resultados oficiais, que são formalmente apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a cada trimestre. No primeiro trimestre de 2026, observou-se um crescimento de 1,1%.

Para o ano até agora, a FGVE estimou que o PIB em valores correntes alcançou impressionantes R$ 4,376 trilhões. Embora o total seja significativo, o ambiente econômico ainda é desafiador, especialmente com a alta taxa Selic, que atingiu 14,75% em abril, e os preços elevados do petróleo, fatores vinculados em parte ao cenário geopolítico envolvendo a guerra entre os Estados Unidos e o Irã.

Um dado positivo nesse panorama é que o consumo das famílias teve um aumento relevante de 2,6% no último trimestre. Esse acréscimo foi o maior verificado desde fevereiro de 2025, refletindo uma recuperação no apetite dos consumidores. O setor exportador também se destacou, com um crescimento de 9,3%, sendo que a indústria extrativa foi a principal responsável, com uma alta de 27,8%.

Além disso, as importações também mostraram um desempenho robusto, maior desde o primeiro trimestre de 2025, impulsionadas por bens de consumo e serviços. Os investimentos, que incluíram compras de máquinas e equipamentos, registraram um pequeno crescimento de 0,7%, interrompendo um ciclo de recuo que se estendeu por quatro trimestres consecutivos.

A recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, agora fixada em 14,25% ao ano, também indica uma tentativa de estimular a economia em meio a esses desafios. A próxima divulgação oficial do PIB deverá ocorrer em setembro, trazendo uma análise mais aprofundada sobre os resultados do segundo trimestre.

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