Analisando um horizonte mais amplo, entre os meses de fevereiro e abril, a economia brasileira registrou uma expansão de 1,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, esse crescimento foi de 2%. Esses dados são fundamentais, pois oferecem uma visão preliminar que ajuda a antecipar tendências e resultados oficiais, que são formalmente apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a cada trimestre. No primeiro trimestre de 2026, observou-se um crescimento de 1,1%.
Para o ano até agora, a FGVE estimou que o PIB em valores correntes alcançou impressionantes R$ 4,376 trilhões. Embora o total seja significativo, o ambiente econômico ainda é desafiador, especialmente com a alta taxa Selic, que atingiu 14,75% em abril, e os preços elevados do petróleo, fatores vinculados em parte ao cenário geopolítico envolvendo a guerra entre os Estados Unidos e o Irã.
Um dado positivo nesse panorama é que o consumo das famílias teve um aumento relevante de 2,6% no último trimestre. Esse acréscimo foi o maior verificado desde fevereiro de 2025, refletindo uma recuperação no apetite dos consumidores. O setor exportador também se destacou, com um crescimento de 9,3%, sendo que a indústria extrativa foi a principal responsável, com uma alta de 27,8%.
Além disso, as importações também mostraram um desempenho robusto, maior desde o primeiro trimestre de 2025, impulsionadas por bens de consumo e serviços. Os investimentos, que incluíram compras de máquinas e equipamentos, registraram um pequeno crescimento de 0,7%, interrompendo um ciclo de recuo que se estendeu por quatro trimestres consecutivos.
A recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, agora fixada em 14,25% ao ano, também indica uma tentativa de estimular a economia em meio a esses desafios. A próxima divulgação oficial do PIB deverá ocorrer em setembro, trazendo uma análise mais aprofundada sobre os resultados do segundo trimestre.
