Cresce o uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes, enquanto queda é registrada nos índices de álcool, drogas e sexo entre jovens no Brasil.

Nos últimos anos, a saúde e os hábitos dos adolescentes brasileiros têm sido alvo de uma análise cuidadosa, destacada na recente quinta edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo revela um panorama claro sobre o comportamento de jovens de 13 a 17 anos em relação ao consumo de substâncias como álcool, drogas, cigarro e, mais recentemente, os cigarros eletrônicos. Entre 2019 e 2024, nota-se uma queda significativa nos índices de experimentação dessas substâncias. No entanto, o uso de cigarros eletrônicos vem assinalado um aumento preocupante.

O relatório informa que a tentativa de drogas nos últimos 30 dias caiu de 5,3% para 3,1%. Adicionalmente, a experiência com drogas ao longo da vida reduz de 12% para 8,3%. O uso de cigarro também viu uma diminuição, de 22,9% para 18,5%. Por outro lado, a adesão ao uso de cigarros eletrônicos cresceu de 8,6% para alarmantes 26,3% dentro do mesmo período, evidenciando uma tendência que merece atenção.

Segundo os especialistas, embora o aerossol do cigarro eletrônico contenha menos substâncias nocivas do que os componentes tradicionais do cigarro, a segurança desses dispositivos ainda é um questionamento em aberto. Estudos estão sendo realizados para averiguar os efeitos a curto e longo prazo da sua utilização, destacando a necessidade de cautela.

A pesquisa, que coleta dados em escolas públicas e privadas, abrange desde alunos do 7º ano do fundamental até aqueles no 3º ano do ensino médio. Com o apoio do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação, a coleta de dados abrange uma série de fatores que influenciam a saúde dos adolescentes, como hábitos alimentares, atividade física e saúde mental.

Adicionalmente, indicadores sobre a vida sexual dos adolescentes mostram uma ligeira queda no uso de preservativos. Em 2024, 61,7% dos adolescentes afirmaram ter usado preservativos durante a primeira relação sexual, enquanto 57,2% reportaram seu uso na última relação, ambas as taxas apresentam uma queda em relação a 2019.

Em síntese, embora algumas práticas de consumo estejam em declínio, o aumento do uso de cigarros eletrônicos e a redução do uso de preservativos são questões alarmantes que demandam ações de conscientização e educação voltadas para a saúde dos jovens.

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