Cresce em Alagoas o número de eleitores transgêneros, destaque para inclusão do nome social e avanços na cidadania e representatividade entre 2024 e 2026.

Entre 2024 e 2026, o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) observou um expressivo aumento de 63% no número de eleitores que se identificam como transgêneros no estado. O número de registros subiu de 788, em maio de 2024, para 1.285, em maio de 2026. Esse crescimento reflete uma mudança significativa no reconhecimento das identidades de gênero dentro do cadastro eleitoral, promovendo uma maior inclusão e representatividade durante o exercício da cidadania.

Dentre as iniciativas visando a valorização das identidades de gênero, destaca-se a possibilidade de inclusão do nome social no título de eleitor. Maceió, a capital do estado, liderou o número de registros, com 95 eleitores utilizando essa opção. Outros municípios, como Arapiraca e Limoeiro de Anadia, também apresentaram números relevantes, com 15 e 5 inclusões, respectivamente.

A inclusão do nome social permite que pessoas trans e travestis sejam identificadas de acordo com como se veem e se relacionam com as representações sociais de masculinidade e feminilidade, desvinculando essa identidade do sexo biológico ou do gênero atribuído ao nascimento. Esta medida é parte de um esforço mais amplo para garantir que todos os cidadãos possam exercitar seus direitos de maneira plena e digna.

Desde novembro de 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possibilitou que a autodeclaração da identidade de gênero, assim como informações sobre cor e raça, fosse incluída no cadastro eleitoral. Esta iniciativa visa não apenas assegurar o reconhecimento da identidade dos eleitores, mas também fortalecer a participação democrática e promover o respeito à diversidade.

Essas informações são cruciais para o desenvolvimento de políticas públicas direcionadas às necessidades de segmentos da população que historicamente enfrentam marginalização. O TRE-AL, por exemplo, tem promovido ações de cidadania que incluem o Protocolo de Atendimento Humanizado à População Trans e Travesti, implementado em julho de 2024. Este protocolo é uma ferramenta fundamental para a promoção de uma educação política inclusiva e um êxito no incentivo à participação política de todos os grupos da sociedade.

Além de abordar a situação das pessoas trans e travestis e a inclusão do nome social, o protocolo fornece orientações sobre como oferecer um atendimento respeitoso e acolhedor, além de um glossário com terminologias relevantes. Essas medidas demonstram um compromisso contínuo com a inclusão e a promoção de direitos para todos, refletindo uma sociedade que se esforça por um futuro mais igualitário.

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