Conforme os dados apresentados, aproximadamente 1,1 milhão de adolescentes relataram ter sido forçados a ter relações sexuais contra a vontade. Estrondosamente, 66,2% das vítimas tinham apenas 13 anos ou menos no momento em que enfrentaram essa violência. A Pense abrange alunos de escolas públicas e privadas em todo o Brasil, do 7º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, assegurando uma amostra representativa nacional. Desde 2009, a pesquisa coleta informações abrangentes sobre saúde e bem-estar dos adolescentes, incluindo hábitos alimentares, atividade física e, crucialmente, questões relacionadas à violência.
A crescente falta de segurança nos estabelecimentos de ensino é outro ponto de destaque. O índice de estudantes que já faltaram à aula devido a essa insegurança saltou de 10,8% em 2019 para 13,7% em 2024. Além disso, a pesquisa identificou que 18,5% dos jovens relataram ter sofrido toques, beijos ou exposições indesejadas, um aumento significativo em relação aos 14,7% verificados anteriormente.
Os dados sobre os agressores também revelam um cenário alarmante. Aproximadamente 24,6% dos casos foram atribuídos a conhecidos da vítima, enquanto familiares e estranhos lideram a lista. Em relação ao estupro, os membros da família se destacam como os principais agressores.
Ademais, a pesquisa apontou a dimensão da insegurança que permeia a rotina dos jovens. Um total de 12,5% dos estudantes relatou ter perdido ao menos um dia de aula por medo em seus trajetos casa-escola, um problema que se agrava nas grandes cidades, como o Rio de Janeiro, onde o percentual alcança 20,8%. O relatório também sublinha que as várias situações de violência e bullying nas escolas contribuem para que muitos adolescentes não considerem esses ambientes seguros.
Esses dados exigem uma reflexão profunda sobre as condições em que nossos jovens estão vivendo, bem como ações urgentes para garantir ambientes escolares seguros e saudáveis.






