Esses dispositivos são definidos como equipamentos conectados à internet, que podem ser controlados à distância ou por comando de voz, e incluem, além dos já citados, lâmpadas inteligentes, câmeras de segurança e fechaduras digitais. É importante destacar que o crescimento desses aparelhos é mais significativo nas áreas urbanas, onde a inclusão digital é maior. Apesar de ainda ser mais baixa nas zonas rurais, o aumento na adoção de tecnologia do campo foi notável, com um crescimento de 2,7 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
No que diz respeito à televisão, a situação tem apresentado mudanças interessantes. A TV por assinatura continua a perder espaço, com uma presença de apenas 23,5% nos lares em 2025, o que representa uma diminuição em comparação ao ano anterior. A principal justificativa para a ausência desse serviço é a falta de interesse por parte da população, que alcança 62,2%. Em contrapartida, o streaming de conteúdo audiovisual apresentou um crescimento saudável, alcançando cerca de 44,4% dos lares com televisão, um aumento de 1,5 milhão em um único ano.
Além da ascensão dos dispositivos inteligentes e do streaming, os dados revelam que a televisão se estabilizou, sendo encontrada em 93,9% dos 80 milhões de domicílios permanentes no Brasil. O número de residências que possuem um computador também voltou a crescer após anos de queda, passando de 38,5% para 38,7% entre 2024 e 2025, indicando um possível retorno ao interesse por esse tipo de tecnologia.
Essas alterações no cenário tecnológico brasileiro não só refletem um maior acesso à informação e entretenimento, mas também trazem à tona desafios e oportunidades para a inclusão digital no país. O futuro aponta para uma crescente interconexão entre tecnologia e cotidiano, moldando a forma como os brasileiros interagem com o mundo ao seu redor.





